Tuesday, April 17, 2007

..: NORTON :.. @ Trama Virtual ::: Brasil

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Iguaria lusitana
por Flávio Seixlack
17/04/2007

Com músicas delicadas, portugueses do Norton lançam disco novo e pretendem vir ao Brasil.

Diferente de muitas bandas, o quarteto português Norton se formou a partir da junção de dois grupos que partilhavam o mesmo local de ensaio e alguns integrantes. “Então decidimos juntar tudo e formar algo mais sério e resultou muito bem. Passados quatro meses gravamos o primeiro EP, que saiu em abril de 2003”, conta o baterista Rodolfo Matos.

Com “uma mistura indie com eletrônica, pop e, ao vivo, um pouco mais rock” o quarteto diz ser influenciado por tudo o que o rodeia. “Nosso dia-a-dia, nossas vivências, tudo mesmo!”, diz Rodolfo. “O amor, o universo... as coisas bonitas”, continua. As referências musicais vêm tanto de nomes islandeses como Múm e Sigur Rós quanto dos grupos indie Death Cab For Cutie e Yo La Tengo, tudo com uma característica e sutil batida eletrônica.

Por conta das influências e pelo fato dos integrantes do Norton sempre terem ouvido músicas em inglês desde pequenos, a preferência por cantar no idioma é mais que natural. “Não foi algo muito pensado”, diz. “Foi mesmo óbvio para nós no início. E a música que nos fazemos cantada em português acho que não ia soar muito bem, sinceramente!”

Um ano após sair o EP Make Me Sound a banda gravou e lançou seu primeiro álbum, intitulado Pictures From Our Thoughts. Frames, um disco de remixes e versões, saiu no ano seguinte. Após passarem quatro meses em estúdio (entre outubro de 2006 e janeiro de 2007) os portugueses acabam de lançar seu novo trabalho, Kersche.

Segundo Rodolfo, o processo de produção e gravação foi lento e pensado. “Não queríamos fazer nada ao acaso”. Foi a primeira vez que a banda fez uma pré-produção e gastou muito tempo dentro do estúdio para registrar um álbum. “Encontramos o produtor certo para os Norton também. Gravamos com o Eduardo Ricciardi nos seus estúdios em Lisboa, The Golden Pony. Em fevereiro o disco foi masterizado em Nova Iorque nos estúdios The Lodge, por Emily Lazar (Arcade Fire, Lou Reed, Radio 4, Morrissey)”.

Muito mudou na mentalidade da banda entre o primeiro e o segundo trabalho. “De 2004 para 2007 crescemos muito como pessoas e como músicos. Mudamos a maneira de compor e mudamos a música que fazíamos também, mas sempre sem perder a nossa identidade como Norton”, diz Rodolfo.

Apesar de ter sido lançado há pouco (o disco saiu no começo de abril), Kersche já recebeu um bom número de críticas positivas nos meios musicais do país. “Pessoas que nunca ouviram falar da banda ao lerem as críticas talvez fiquem interessadas, comprem o disco e apareçam nos concertos! Isso seria ótimo!”. Ainda assim, Rodolfo é nostálgico quanto a cena independente portuguesa. “Me parece que já não é como alguns anos atrás, com gravadoras como a Bee Keeper e os seus concertos regulares, havia um culto que já não existe… Um amor à música que se vê muito pouco!”, opina.

Mas, se falta amor à música por parte de algumas bandas portuguesas, o mesmo não acontece com o Norton. Com canções bem gravadas que evocam delicadeza e sensibilidade naturais, o grupo certamente não hesita em depositar os sentimentos em suas composições. Segundo Rodolfo, a calmaria das gravações de estúdio muda de figura quando o assunto é tocar ao vivo. “Acho que fica mais potente, mais rock. Também ao vivo é normal haver mais energia”.

Com o disco novo nas mãos, os portugueses querem agora se apresentar o máximo possível, tanto no próprio país quanto fora dele. Apesar de haver dificuldades para vir tocar no Brasil, o baterista diz que o CD deve chegar por aqui de alguma forma. “Pelo menos uma distribuição do disco aí é obrigatória para nós”.
(in www.tramavirtual.uol.com.br)

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